quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

DECEPÇÃO NÃO MATA, ENSINA A VIVER


Desata esse nó... Quero te ver de frente. Olhar teu olhos, não de fora, mas de dentro. Captar o que há por dentro mesmo, no amago de tua estupidez.
O que choro não é o ato, mas o que te move. O amor que te dei por tanto tempo, em vão, como se fosse um cumprimento qualquer no meio da praça, como se fosse um timtim, superfluo e remoto.
Tudo em você é assim, meio. Meio amigo, meio amor, meio sexo, meio vida. Uma passagem subentendida, nas entrelinhas e sem marcas, que só deixam um borrão que saem na chuva.
Colhes o que plantou no meio do teu caminho... Eu lamento que tenha sido fel.

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