Em pedaços me corto. Em formatos me torno. Em cacos me espalho. No texto a forma. Na letra a idéia. Na palavra eu. Dilacerante Difame Distante: Eu.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
TOQUE
Meu semblante está ermo, como mata densa e queimada de sol, mas caminho em direção ao nada, porque é mais dificil que com mapa.
Vou pousar minhas mãos nas tuas, bem de leve, com pureza de tato e loucuras prognosticadas, para que tu venhas, de leve como a pluma e firme como o vento forte e devastador, aos meus braços, de corpo e sonhos.
Ah perdido mundo de sonhos... doce ilusão de quimeras. Devasidão de medos inacreditáveis, meu coração palpita sem afinação e minhas mãos suam como bicas destruidas.
Tenho medo de tocá-lo e imunda-lo com meu desejo...
Mas, imprudente, me jogo, nos afagos plenos de maresias, nos meus delirios mais alucinantes, no meu devaneio mais incerto, é a ti que espero, que afronto, que embato.
É por ti, somente por ti, que meus sonhos se tornam realidade diante dos teus olhos.
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